Você não precisa ler jornal para ser afetado pelo que se decide dentro de uma redação. A manchete que muda o humor do mercado, o escândalo que derruba um ministro, a frase que pega numa eleição — tudo isso passou pela mesa de alguém antes de chegar até você.
Augusto Nunes esteve nessa mesa por mais de cinco décadas. Nascido em Taquaritinga, no interior de São Paulo, começou como revisor nos Diários Associados e repórter do Estadão antes de entrar, em 1973, para a revista Veja — onde passou treze anos e assinou mais de 120 reportagens de capa, recorde do veículo, além de quatro Prêmios Esso de Jornalismo, a principal distinção da profissão no Brasil.
Foi diretor de redação do Jornal do Brasil, chefe de redação de O Estado de S. Paulo — onde modernizou a redação, criou cadernos temáticos e levou cor ao jornal —, diretor do Zero Hora e dirigiu as revistas Época e Forbes Brasil. Em diferentes passagens entre 1987 e 2018, somou oito anos no comando do Roda Viva, da TV Cultura, e foi um dos seis jornalistas escolhidos para o livro Eles Mudaram a Imprensa, organizado pela Fundação Getulio Vargas.
Hoje integra o conselho editorial e é colunista da Revista Oeste, onde participa diariamente do Oeste Sem Filtro e comanda semanalmente o talk show Conversa com Augusto Nunes. É autor de A Esperança Estilhaçada: Crônica da Crise que Abalou o PT.