Rodrigo Silva é teólogo e arqueólogo, com uma combinação de títulos pouco comum no Brasil: doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), doutor em Arqueologia Clássica pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Arqueologia Bíblica pela Andrews University (EUA). É também mestre em Teologia Histórica e graduado em Teologia e Filosofia.
Desde 2012, dirige o Museu de Arqueologia Bíblica (MAB), ligado ao Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) — o primeiro museu de arqueologia bíblica da América Latina, com um acervo de quase 3 mil peças. A função inclui gestão de equipe, curadoria, orçamento e parcerias com universidades de outros países. É professor da instituição desde 1997 e apresenta, há mais de duas décadas, o programa semanal Evidências, na TV Novo Tempo.
Em campo, lidera a missão brasileira que leva ao Oriente Médio equipes de até 28 pesquisadores e voluntários — como na escavação de 2025 em Tel Lachish, Israel, realizada em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Seoul Jangsin University, da Coreia do Sul. É um trabalho de logística, orçamento e coordenação multinacional tanto quanto de arqueologia: publica estudos com métodos de datação física — como termoluminescência e análise química de cerâmicas — em revistas científicas no Brasil e no exterior, e decide, semana após semana, o que pode ser afirmado com base em evidência e o que ainda é hipótese.
É autor de livros como O Ceticismo da Fé, A Bíblia de Alef a Ômega e Maria Madalena: a Verdadeira História (Editora Planeta, 2024), mentor da plataforma A Bíblia Comentada e soma mais de 2,7 milhões de inscritos no YouTube e 3 milhões de seguidores no Instagram, onde traduz pesquisa acadêmica para o público em geral.