Em 2023, o HJ Conference fez algo que nunca tinha feito antes: saiu do palco. Depois de sete anos concentrando tudo no parque de exposições de Concórdia, o evento descentralizou suas entregas e foi levar conteúdo para dentro do interior. O nome desse movimento foi HJ Comunidades.
A ideia cabia em uma frase: para mudar, precisamos somar.
O HJ que vai até as pessoas
Em vez de esperar que as comunidades viessem até o evento, o HJ inverteu a lógica e foi até elas. Entre os dias 21 e 27 de setembro de 2023, o projeto levou 21 palestras gratuitas para quatro comunidades do interior de Concórdia e três cidades da região.
Foram contempladas as comunidades de Tamanduá, Engenho Velho, Lajeado dos Pintos e Planalto, além das cidades de Seara, Arabutã e Ipira. Cada local recebeu três palestras em um dos dias, sempre com conteúdo pensado para as necessidades daquela comunidade.
Uma semana, sete lugares
A agenda desenhou um mapa do interior catarinense, dia após dia:
- 21/09: Seara, cidade que deu origem a uma das maiores marcas de alimentos do Brasil.
- 22/09: Arabutã, a Capital Catarinense da Cuca.
- 23/09: Lajeado dos Pintos, comunidade de forte potencial no turismo rural.
- 24/09: Engenho Velho, uma das comunidades mais antigas de Concórdia.
- 26/09: Ipira e Tamanduá, esta última onde fica a Embrapa que transformou a produção de suínos e aves do país.
- 27/09: Planalto, distrito pioneiro no desenvolvimento da cidade.
Conteúdo feito sob medida
O que fez o HJ Comunidades diferente de um evento itinerante qualquer foi o cuidado com a curadoria. As palestras foram gratuitas, com vagas limitadas, e cada uma foi construída para conversar com a realidade local, do agronegócio ao turismo, da educação ao empreendedorismo.
A proposta não era levar um conteúdo pronto e repeti-lo em sete lugares. Era entregar, em cada comunidade, aquilo que fazia sentido para quem vive ali.
Reconstruindo o futuro, de verdade
O HJ Comunidades nasceu dentro do mote de 2023, Reconstruindo o Futuro, e foi uma das formas mais concretas de colocar essa ideia em prática. Nas palavras do fundador Alexandre Weimer, o movimento envolveu a doação de R$ 1 milhão em cachê e ajudou a transformar a vida de 80 crianças, dando a elas a oportunidade de aprender uma segunda língua.
Foi ali, aliás, que germinou boa parte do que hoje é o trabalho social contínuo do HJ, com o Instituto do Hoje e projetos que seguem rodando o ano inteiro.
Descentralizar é multiplicar
O HJ Comunidades provou, na prática, o que o HJ sempre acreditou: conhecimento não pode ficar preso em um único lugar. Quando o evento decide ir até as pessoas, o impacto deixa de ser de um só dia e passa a fazer parte da história de cada comunidade que abriu suas portas.
Levar o HJ para sete lugares em uma semana foi trabalhoso. Mas foi também um lembrete de que, para reconstruir o futuro, o melhor caminho é começar somando com quem está por perto.






