A última virada de lote está chegando
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    Blog do HJ

    O corpo é seu maior patrimônio: o que a baixa performance está te custando sem que você perceba

    Durante anos trabalhei mais de 14 horas por dia e achei que isso era dedicação. Só quando o corpo cobrou a conta entendi que alta performance começa de dentro para fora.

    Vívia EwaldEmpresária, mentora e palestrante
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    O corpo é seu maior patrimônio: o que a baixa performance está te custando sem que você perceba7 min

    Durante anos, eu fazia tudo. Cuidava de tudo e cuidava de todos. Dava aulas de ginástica, musculação, atendia mais de 20 clientes de personal. Trabalhava mais de 14 horas por dia. Mal tinha tempo para mim. Mal tinha tempo para a minha família.

    E eu achava que isso era normal. Que era dedicação.

    Até o momento em que crises de ansiedade me levaram ao pronto-atendimento. Várias vezes. O corpo começou a cobrar o que eu havia ignorado por anos.

    Hoje, olhando para trás, consigo ver com clareza o que estava acontecendo: eu estava no ciclo da baixa performance. E o pior: não percebia, porque tinha me acostumado com aquele nível de entrega como se fosse o único possível.

    O que você vai encontrar neste artigo:

    • O que é o custo oculto da baixa performance e por que ele não aparece nas planilhas da empresa
    • Como os hábitos diários constroem ou destroem sua capacidade de entrega
    • O Método Tríade: como corpo, comportamento e cultura se conectam na prática
    • Por que grandes líderes e empresários colocam o exercício físico como parte da rotina
    • Como começar a mudar sem se sabotar logo no primeiro mês
    • O caso do Felipe: de segunda-feira perdida a campeão de rodeio

    O custo que você não vê na planilha

    Existe um tipo de prejuízo que nenhuma planilha consegue capturar. É o custo oculto da baixa performance.

    Quando uma pessoa dentro da empresa começa a produzir um pouco menos a cada semana, você não percebe de imediato. Ela levanta para um cafezinho, dá uma voltinha, fica beliscando o tempo todo. E você vai achando que a entrega dela é aquela. Que aquele é o nível dela. Vai normalizando.

    É exatamente como o hábito do copo d'água: se você toma todo dia antes do café da manhã e um dia esquece, depois esquece de novo, na terceira vez já normalizou. Parece que está tudo bem. Mas você fez uma mudança de hábito sem perceber.

    A baixa performance funciona assim. Ela se instala devagar, sem que ninguém marque a hora que começou.

    E o custo vai muito além do que você consegue medir: são tomadas de decisão ruins feitas por uma cabeça cansada, horas trabalhadas sem resultado real, projetos que travam porque a pessoa simplesmente não tem energia para avançar. E tudo isso sendo tratado como normalidade.

    O que o corpo cobra quando você esquece dele

    Em 2018, eu tomei uma decisão. Foi através de uma viagem que algo se despertou em mim. Comecei a buscar treinamentos, criar processos dentro da minha empresa, contratar mais pessoas, terceirizar o que eu insistia em fazer sozinha. E coloquei o exercício físico como prioridade na minha vida.

    O resultado? A academia que era pequena se tornou média para grande. Os processos estão 100% implantados. E posso dizer que foi aí que conheci prosperidade de verdade.

    Mas antes disso, o que eu vivia era um ciclo de estresse elevado, imunidade baixa, dificuldade de sono e cansaço constante. A sensação frustrante de trabalhar, trabalhar, trabalhar e não produzir.

    O corpo dá sinais antes de chegar ao limite. Começa com uma imunidade que vai caindo, gripes que pegam fácil, dores constantes, cansaço que não passa com o final de semana. Quando esses sinais aparecem, não é coincidência. É o corpo pedindo socorro.

    E o que muita gente faz? Toma um remedinho aqui, outro lá. Continua com o mesmo ritmo. E aí o estresse segue crescendo, o sono segue sendo prejudicado, e a performance segue caindo.

    O Método Tríade: corpo, comportamento e cultura

    Depois da minha própria virada, percebi que tudo o que eu criava para mim precisava ser aplicado na empresa. Foi assim que desenvolvi o Método Tríade, baseado em três pilares: corpo, comportamento e cultura.

    Corpo: nosso maior patrimônio. Se você não cuida do seu corpo, como vai cuidar de tudo o mais? O exercício físico não é um luxo de quem tem tempo sobrando. É a base que sustenta todo o resto.

    Comportamento: como são os seus hábitos ao longo do dia? Hábitos alimentares, de sono, de leitura, de movimento. A partir do momento em que você implanta hábitos saudáveis, você desenvolve disciplina. E a disciplina que você tem com você mesmo é a mesma que vai aparecer no trabalho, na liderança, nos projetos. Se você não tem disciplina consigo, não vai ter disciplina no seu trabalho. Isso aprendi na prática, não nos livros.

    Cultura: quando esses hábitos se tornam parte da sua identidade, eles deixam de ser esforço e se tornam cultura. É como o chimarrão no Sul: a pessoa aprende desde pequena, leva para a vida inteira, carrega até fora do país. Não é hábito forçado. É parte de quem ela é.

    Semana passada eu estava nos Estados Unidos e encontrei no parque uma pessoa do Sul, com o chimarrão na mão. Cultura implantada de verdade não tem fronteira.

    Por que os grandes líderes colocam o exercício físico na rotina

    Quando você olha para grandes líderes e grandes empresários, encontra um padrão: o exercício físico faz parte da rotina deles. Não todos os dias necessariamente, mas duas a três vezes por semana, de forma consistente.

    Isso não é coincidência.

    O exercício físico é comprovado cientificamente como um dos melhores recursos para melhorar concentração, criatividade, memória e tomada de decisão. E o teste é simples: num dia em que você não está bem, sai para uma caminhada. Você não vai voltar igual. Vai voltar mais disposto, mais claro. E muitas vezes, no meio do trajeto, você já começa a enxergar uma solução para aquele problema que parecia travado.

    O sono também entra nessa equação. Existe um mito de que dormir pouco é sinal de dedicação. Mas o que vejo na prática é o contrário: quem não dorme o suficiente geralmente não planejou o dia. E essa falta de planejamento gera um ciclo onde você precisa madrugar, no dia seguinte performa menos, e precisa compensar de novo.

    Organizar a rotina para ter tempo de exercício, tempo de sono, tempo de família e tempo de lazer não é fraqueza. É a engrenagem que faz tudo funcionar.

    Como começar sem se sabotar

    A primeira pergunta que faço para quem quer começar é: qual é o seu objetivo? Por que você quer fazer essa mudança? Ter clareza sobre isso é o que vai te manter firme quando a motivação baixar, e ela vai baixar em algum momento.

    O segundo passo é o planejamento. Você faz planejamento tributário, planejamento para comprar um carro, planejamento para contratar. Mas pouquíssimas pessoas sentam para planejar uma vida equilibrada e saudável.

    Começa simples:

    • Define quantos dias por semana você vai se exercitar. Dois ou três são suficientes para começar.
    • Define os dias e o horário. Busque sempre o mesmo horário.
    • Se você tem histórico de furar, vai de manhã. Porque se deixar para depois, o dia surge com seus imprevistos.
    • Não comece com uma hora de treino intenso. Quarenta, quarenta e cinco minutos são mais do que suficientes.
    • Crie um desafio para você mesmo. Eu comecei o meu em agosto e mantive três treinos por semana até dezembro sem furar. Foi a melhor coisa que fiz.

    E o mais importante: quando você disser "vou tentar", perceba que já está deixando uma saída aberta. Decisão de verdade não tem plano B.

    O caso do Felipe: de segunda-feira perdida a campeão de rodeio

    Deixa eu te contar a história do Felipe.

    Ele veio para a minha academia já tendo começado e desistido antes. Quando propus fazer um planejamento juntos, ele resistiu: "Vivia, eu sou empresário. Faço planejamento tributário, planejamento estratégico. Não preciso disso aqui." Insisti. Fizemos.

    O grande objetivo do Felipe era o rodeio. Ele laçava, mas estava 30 kg acima do peso e chegava na sexta à noite, início do evento, completamente acabado. Sábado e domingo ficavam comprometidos.

    Começamos com três vezes por semana. Quando ele não tinha vontade, eu perguntava: "Você vai trabalhar hoje mesmo sem vontade, porque tem problemas para resolver?" "Vou." "Então é a mesma coisa. Você tem que resolver para você."

    No primeiro mês, ele me disse: "Vivia, você acredita? Eu aguentei a sexta! Laçando, com todo esse esforço, e eu aguentei." Dois meses depois estava chegando bem no sábado também. Com seis meses, ele ganhou todos os títulos do rodeio.

    Mas a história não para aí. Quando perguntei se ele tinha percebido alguma mudança no trabalho, ele ficou surpreso: "Eu nem tinha relacionado, mas sim. Tenho muito mais energia, sou mais produtivo, otimizo melhor o tempo. E estou com muito mais autoconfiança."

    Isso é o que acontece quando você investe em você. A autoconfiança que vem de cumprir um compromisso consigo mesmo transborda para tudo: para o trabalho, para a liderança, para os projetos, para as decisões.

    E o Felipe havia acumulado um custo oculto por anos: segunda-feira era dia perdido, porque ele chegava cansado do final de semana. Um dia por semana, toda semana, comprometido. Quantos dias assim existem na sua rotina?

    Vou aprofundar tudo isso no HJ Conference da A9, em Concórdia, Santa Catarina, de 24 a 26 de setembro. Na minha palestra vamos falar sobre o custo oculto da baixa performance, os hábitos que sustentam a alta performance e o que é necessário para não desistir dos seus sonhos. Porque a gente não desiste dos sonhos porque eles estão longe. A gente desiste quando deixa de acreditar neles. E a disciplina tem tudo a ver com isso.

    Aprofunde seus conhecimentos na prática.

    No HJ Conference da A9, você aprende presencialmente com especialistas que vivem grandes operações todos os dias e se conecta com empreendedores em movimento.