Blog do HJ

    Copa do Mundo 2030: a disputa pelos direitos de transmissão já começou

    Com a Copa de 2026 ainda em andamento, emissoras, streamings e plataformas digitais já negociam com a Fifa os direitos do Mundial de 2030. Um mercado estimado entre US$ 3 bi e US$ 4 bi por ciclo.

    Alexandre WeimerEconomista
    Compartilhe

    A final da Copa do Mundo de 2026 ainda não aconteceu e as maiores empresas de mídia do mundo já estão nas conversas iniciais com a Fifa para comprar os direitos de transmissão de 2030. Um mercado estimado entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões por ciclo que está prestes a mudar de formato.

    Por que a disputa já começou agora

    Direitos de transmissão de eventos desta magnitude não se compram de última hora. As negociações levam anos e envolvem estratégias complexas de mercado, regulação local e posicionamento de marca. A Fifa sinalizou que as conversas formais com os potenciais parceiros de mídia acontecerão nos próximos três meses, ainda em 2026.

    A Copa de 2030 será realizada em Espanha, Marrocos e Portugal. A de 2034, na Arábia Saudita. Os fusos horários de ambas são desfavoráveis para as audiências do Brasil e dos Estados Unidos, o que já influencia o valor dos direitos e o modelo de distribuição.

    Quem está na disputa

    Nos EUA, além de Fox e Telemundo (que pagaram US$ 485 milhões e US$ 600 milhões respectivamente pelos direitos de 2026), entram na disputa para 2030 Netflix, Disney, Alphabet (via YouTube) e possivelmente Amazon e Apple. A Fifa sinalizou que os direitos em inglês e espanhol, que até agora eram vendidos separadamente, podem ser negociados juntos desta vez.

    No Brasil, Globo, CazéTV e SBT já transmitiram a Copa de 2026 e devem retornar à mesa para 2030. A abertura para outras empresas também existe: a competição no mercado brasileiro tende a aumentar.

    A mudança estrutural da transmissão

    A Copa de 2026 mostrou duas tendências que devem se aprofundar em 2030. A primeira é a fragmentação: TV aberta, TV paga e streaming dividem o mesmo jogo em plataformas diferentes, para audiências diferentes. A segunda é a monetização por pausas: as chamadas cooling breaks, de 3 minutos no primeiro e segundo tempo, geraram entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em receita publicitária só para Fox e Telemundo nos EUA.

    Para quem trabalha com marketing, mídia e patrocínio esportivo, o período entre agora e 2030 representa uma janela relevante de posicionamento. As decisões sobre quem transmite, em que plataforma e com qual formato ainda estão sendo tomadas.

    Aprofunde seus conhecimentos na prática.

    No HJ Conference da A9, você aprende presencialmente com especialistas que vivem grandes operações todos os dias e se conecta com empreendedores em movimento.